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BRUNA MIRANDA

Escritora, jornalista e idealizadora do Review 

Movida pelas palavras e as diversas expressões humanas, pelos valores e estéticas atemporais, pelas renovações afetuosas e cuidadosas.

 

Sempre destaco que o movimento slow foi minha porta de entrada para transições que considero essenciais. E sinto que, na minha história, dois momentos foram mais marcantes, tanto para mim quanto para a construção do Review. Desses que chegam como um convite a nos re.conhecer. Falo deles aqui e aqui.

Um olhar interno muda tudo. Com o tempo, com as vivências, fui percebendo como seguiu se fortalecendo em mim uma busca pessoal mais intensa, em sintonia à busca por escolhas com foco no menos e melhor, mais desaceleradas e sustentáveis. Fui me aproximando aos poucos e me encantando cada dia mais por esse caminho de nos conhecer melhor, de buscar aprofundar no que nos é mais verdadeiro e no valor que há em acolhermos todas as nossas partes, mesmo - e especialmente - aquelas que normalmente são evitadas, esquecidas, maquiadas,  inconscientes.

Me identifico com a percepção de que, apesar desses re.encontros internos nos exigirem dedicação, paciência e fôlegos a mais para seus desconfortos, eles nos recompensam com uma calma, clareza, conexão e protagonismo mais autênticos e eficientes, além de serem combustível fundamental para transformarmos ao redor o que seguimos aprendendo e sabemos ser urgente, cada dia mais: uma sustentabilidade real e o alcance dessas práticas, cujos desafios acredito que pedem, para um efeito mais transformador, um crescente suporte das nossas superações pessoais. Quem nutre a si mesm@, nutre igualmente ao seu jardim.

 

Me inspiro bastante em exemplos de todo tipo que nos clareiam a força desse olhar interno. Citando alguns mais simbólicos, a palavra cultura, que em sua origem no latim cultus, “parente” da palavra cultivo, cultivar, simboliza que cada um de nós traz consigo uma semente de humanidade, dos nossos valores essenciais. E é nosso papel nutrir essa semente para que venha à tona o que de mais humano existe dentro de cada um. Conectada a ela, a palavra educação, que vem de educere e traz como significado extrair, retirar, puxar de dentro. Uma educação que não se baseia em um mundo de informações - grande parte sem utilidade para que transformemos pessoas e o ambiente - mas sim uma educação que incentiva o ser humano para o que temos de melhor.

 

Acredito que as oportunidades que se abrem a nós como um “chamado” da intuição, vividas de maneira em que a beleza das experiências se somam com menos resistência às habituais imperfeições e às dores dos desafios, são os episódios que mais nos permitem crescer, fluir, curar e transformar. Aprendizados que são nossos, únicos, e ao mesmo tempo em sintonia com as vivências das pessoas, das comunidades, da nossa essência humana. 

 

Em cada olhar através de nós mesm@s, recebemos bem mais do que buscamos. Obrigada por sua presença e companhia nessas buscas!

Celebrando Setênios

Meu inverno de 2012 foi parecido com esse de 2019, de volta a Minas após um período sabático. É como se depois de uma experiência fora da rotina em que praticamos mais desapego e vivenciamos tantas incertezas e novos encontros na intensa companhia da (nossa) natureza, seja preciso uma maior introspecção – ainda mais em sintonia com o inverno – naquele tempo de assimilar aprendizados, de re.criar, re.conectar, de deixar vir quem nos tornamos com a abertura ao novo. A antroposofia acolhe a vida em fases que se alternam de 7 em 7 anos, os setênios. Não foi planejado, mas as duas vivências aconteceram durante esses ciclos. Adoro sincronicidades de todo tipo, lembretes da imensidão de nossas possíveis renovações, re.encontros.

Celebrando uma Década Online

Meu trabalho online acompanha as transições que vivenciei nos últimos anos. Em 2009 nascia o blog Ameixa Japonesa, de coberturas locais e notícias de moda, música e cultura. Em 2013 nascia o Review, e sua história você confere aqui. Para mim tem sido especial nesse caminho seguir me sintonizando ao que me move e estava esquecido ou nem sabia ainda, e também perceber como nossos passos estão, a seu tempo, se direcionando para uma expressão mais verdadeira, menos editada. E o online nos trouxe essa força, esse alcance uns aos outros e a tudo o mais com o qual podemos seguir nos inspirando, aprendendo, motivando.

Foto por Bruna Vallejos
Foto por Luiza Ferraz